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Prefeitura realiza ação inédita para garantir a padronização dos serviços de convivência da SAS – CGNotícias

Visando fortalecer a articulação entre as unidades da Rede de Assistência Social que oferecem o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos com as Organizações da Sociedade Civil (OSC’s), a Superintendência de Gestão de SUAS, por meio da Gerência de Vigilância Socioassistencial, realiza um ciclo de quatro encontros com 128 profissionais dos 21 Cras e 33 Osc’s cofinanciadas pela SAS, para garantir a padronização da oferta dos serviços aos usuários da Rede.
Todas as sete regiões da Capital, sendo elas Lagoa, Imbirussu, Prosa, Segredo, Bandeira e Anhanduizinho, que contam com unidades de Cras, Centros de Convivência e Centros de Convivência do Idoso serão contempladas até o dia 22 de março com reuniões que visam possibilitar maior articulação entre os equipamentos, aproximação entre os trabalhadores, além de promover o compartilhamento de informações essenciais com relação à organização, ao planejamento e à execução do Serviço de Convivência.

“É imprescindível que tanto os colaboradores de nossas unidades como das OSCs compreendam os objetivos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para serem capazes de planejar e desenvolver atividades socioeducativas com os usuários, conforme normativas do Ministério da Cidadania. Essa é a oportunidade que eles têm para se conhecerem e trocar informações do território em que atuam”, disse a gerente de Vigilância Socioassistencial da SAS, Gizeli Motta do Prado.
Segundo a gerente, as reuniões estão proporcionando um momento fundamental, permitindo um olhar ampliado às Osc’s e facilitando a padronização e a execução do serviço dessas entidades, uma vez que o serviço é tipificado pelo Governo Federal e exige uma metodologia unificada da execução, por isso a importância do alinhamento dos planos de trabalho.
O ciclo de encontros é fruto do monitoramento realizado em 2023 pela equipe da Vigilância Socioassistencial nas Osc’s e unidades públicas. Na ocasião, foram identificados pontos vulneráveis no planejamento do Serviço de Convivência. “A partir desse diagnóstico estamos agora fazendo as intervenções dentro das fragilidades que encontramos. Nosso trabalho é subsidiar e apoiar nas ações de planejamento das unidades”, pontuou Gizeli.
A coordenadora do Cras Zé Pereira, Rita Elaine Monteiro Andrade Bittencourt, elogiou a dinâmica do evento, pensada para atender os profissionais de cada região, o que possibilita um olhar mais detalhado para a realidade de cada unidade e setor. “É por meio da Vigilância que as vulnerabilidades e riscos sociais presentes no território são identificados e já estamos ansiosos por mais encontros assim porque teoria e prática precisam andar juntas. Nós tivemos a oportunidade de tirar muitas dúvidas que a gente tem no cotidiano do trabalho, deixando a relação bem estreita”, frisou a coordenadora que teve a oportunidade de trocar experiências com a equipe da OSC Sagrada Família, cofinanciada pela SAS e que atua na região do Cras Zé Pereira ofertando o SCFV também.

A superintendente de Gestão do Suas, Marcilene Rodrigues, destacou a necessidade de um diálogo mais próximo às entidades e equipamentos da SAS. “Nós trabalhamos para fortalecer o protagonismo e identidade de nossos usuários, além do território onde atuamos”, afirmou.
“Esses encontros são para fortalecer a nossa rede e descobrir potencialidades e valores porque nosso objetivo é atender os usuários com excelência”, disse o secretário de Assistência Social, José Mário Antunes
O que é
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um conjunto de serviços realizados em grupos, conforme a faixa etária do usuário, e que busca complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social.
Ofertado tanto para crianças quanto idosos que frequentam os Cras, CCI’s e Centros de Convivência, o SCFV é formado por atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas. O objetivo é fortalecer as relações familiares e comunitárias, além de promover a integração e a troca de experiências entre os participantes, valorizando o sentido de vida coletiva. O SCFV possui um caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades dos usuários.
Entre as atividades estão oficinas, palestras, dinâmicas, jogos coletivos, confraternizações eventuais, passeios e equipamentos de cultura e lazer. Para acessar o Serviço em Campo Grande, é necessário procurar uma das 21 unidades de Cras, Centro de Convivência do Idoso ou Centro de Convivência. É necessário estar inscrito no Cadastro Único e levar os documentos pessoais.
 

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